Pretty hurts Shine the l i g h t on whatever’sworsePerfection is the disease of a n a t i o n.
Pretty hurts Shine the light on whatever’s worse.
Tryna fix something
But you can’t fix what you can’ts e e
It’s the soul that needs the surgery.
“No seu lugar eu não daria tanta autonomia à minha imaginação, eu sou um tanto psicótica, você sabe… mas a escolha é sua.” De igual modo, sorriu à loira, trocando com ela um olhar de cumplicidade. Sabiam o que cada uma estava pensando, certamente, sempre sabiam mesmo quando não chegavam a dizer com todas as palavras. Jeannie não pensou em abordar Livie tão… fisicamente, mas a amiga não estava facilitando ao chegar perto dela na cama king size. “Hmm. Eu adoraria, claro, bancar a voyeur enquanto outra pessoa chupa a minha garota…” Ironizou, nivelando seus olhos com os de Liv, não separadas por muitos centímetros.
“I”ve already told you, I love and accept the whole package.”Recuperou a essência de frase dita por ela no Mount Sinai. O que poderia ter sido acompanhado por seu melhor sorriso, deu lugar a um sorriso tímido e inseguro. O que era incomum à Liv Russell, sempre tão segura de si. Mas remeter a situação a uma noite de muitas lembranças, fez com que ela se perguntasse momentaneamente se Jean Liddiard aceitaria o pacote completo. Ela disse que contaria à melhor amiga sobre seus pais, certo? Mas desde de que chegara ali, tudo o que tentara fazer foi criar uma bolha a fim de que os problemas externos não estivessem presentes entre as quatro paredes do quarto da atriz, que metaforicamente já escutaram muita coisa e sempre a acolheram tão bem, fazendo com que se sentisse em casa. O que era irônico, porque ultimamente não vinha se sentindo assim em nenhum dos lares literais que a abrigavam. Não na cobertura que dividia com Lionel, não na casa dos seus pais. “Minha garota?” Arqueou uma das sobrancelhas enquanto fitava os olhos castanhos da morena. O sorriso tímido, por fim, dera lugar à sugestividade. “Não pensei que você fosse me reivindicar tão rápido assim… Because maybe you’ll won’t be able to deal with the whole package.” De forma descontraída, decidiu introduzir o assunto deveras sério. Se odiando por cortar o clima que ela mesma puxara. Pigarreou. “A história com meus pais… God, I don’t even know where to start.”
“Você estava prestes a dizer outra coisa. Abriu e fechou a boquinha, eu vi.” Deu uma risada, pensando em como o hábito de revirar os olhos era a marca do casal Liv e Jean. “Foi bem patético mesmo. Pensando agora em retrospecto, quem diabos bate um carro na porra de um drive-thru? Só justificaria se alguém estivesse abaixado fazendo um belo de um oral no motorista em questão e isso roubasse a concentração dele. Não acho que tenha sido seu caso.”
“Você provavelmente sabe o que eu estava prestes a dizer, logo, deixarei sua imaginação falar por mim.” Os lábios se curvaram em um sorriso em resposta à observação de Liddiard, pensando que, talvez, outra pessoa deixasse as reações sutis de Liv passarem. Mas não Jeannie. Arqueou a sobrancelhas enquanto a boca se abria em falsa expressão surpresa mediante a fala da atriz, porque não era uma novidade para a Russell de que a melhor amiga, na maioria das vezes, não se preocupava em filtrar seus pensamentos. Apoiou as mãos sobre a superfície, deslocando-se sobre o colchão vagarosamente até que estivesse próxima de Jean Liddiard. Mesmo que sua intenção, ao falar sobre a batida de carro, tenha sido desviar o foco dos outros eventos ocorridos na mesma noite. Ali estava Jean, não deixando que aquilo acontecesse. “É mesmo? Pensei que você me contasse tudo, Jeannie… Fetiches inclusos.”
1. ask to borrow her lipstick. imagine her lips beneath yours now, all pink and bright sparks against your skin, willing and soft. thank her. know you will only ever get her mouth by stealing it quietly.
2. when she sleeps over and borrows your shirt to sleep in, don’t think too hard about it. don’t think too hard about how she looks better in it than you do. don’t think too hard about how that turns you on instead of makes you jealous. you’re just a teenager. this is normal. this should feel normal. it won’t feel normal.
3. she’ll leave her shirt crumpled in a heap next to your bed. you notice it when she’s brushing her teeth in the morning. don’t tell her. when you hug her goodbye, think about her shirt next to your bed, hidden away like a secret you didn’t mean to make. let go of her sparrow-wing shoulders quicker than you think is necessary. take her false smile as penance.
4. use it as a pillowcase. hurt yourself by breathing. let your lungs coat with flower-scented dryer sheets and hope. breathe out. throw the pillow across the room. scream the hope out.
5. when you hug her, hold your breath. don’t bury your head in her hair. it will smell like the pillow you slept on for two weeks until it smelled more like you than her. let go first. breathe out. smile.
6. go to a bar and smirk at the first guy who looks at your legs. make out with him in the bathroom because his hips are thin and fit in your palms like you think hers would. you’ll have to crane your neck too much for it to feel right, but it’ll be good enough for now.
7. write I want to ruin our friendship on every scrap of paper you can find. throw them all away.
8. she’ll tell you a story about how she made out with a girl when she was drunk. she’ll laugh the whole time, eyes bright. she describes it like kissing her own palm. laugh and wish you could kiss her palm too.
9. go to a bar and smirk at the first girl who looks at your legs. make out with her in the bathroom because you want to get even, you want to make sure that you’re going to ruin this in the worst way possible. hate yourself for loving it. pull away and pretend like you’re not crying as you run out of the bathroom. fall asleep listening to the voicemail she left you three weeks ago about her dog learning a new trick. find new ways to fall in love with the way her mouth holds joy.
10. the next time you see her, don’t tell her about the girl in the bathroom. realize that her eyes are your least favorite color. let that be enough. find new ways to fall out of love with the way her eyes hold joy.
how to pretend to be straight for her, by windy sharpe (via windysharpe)
Piper pressionou os lábios. Não era a resposta que queria ouvir. Ou talvez fosse, talvez só precisasse de alguém para dizer que era, em outras palavras, melhor do que nada. Com um suspiro, a morena apoiou os cotovelos na mesa, entrelaçando os dedos e descansando o queixo nos mesmos. “I feel like I’m all set for disaster. No matter what I do.” Ela abriu um sorriso desanimado. “E o Max é legal demais pra me demitir se eu fizer besteira.” Adicionou, apenas parcialmente brincando. “Mas, eu não sei, Liv. Eu estou literalmente desesperada. O único vínculo restante com o meu pai é seu dinheiro, então… acho que preciso me convencer que não é uma péssima ideia. Se Max realmente estivesse falando sério, isso é… You never know.”
“And I won’t let you lower yourself like that, Pipes.” A Russell maneou a cabeça para os lados ao mesmo tempo em que Piper questionava sua competência para desempenhar a função - fosse qual fosse - que Max queria que ela ocupasse. “O que eu vou dizer pode soar como um discurso de terapia barata mas… Fato é que você não pode deixar que algumas experiências ruins determinem tudo o que vai acontecer daqui para frente. Você é uma mulher inteligente, competente e eu acredito que cem por cento capaz de desenvolver seja lá qual for essa função do cargo que o Maxie está te oferecendo.” Suspirou, repetindo para si mesma que era péssima naquilo, encorajar pessoas e todos esses protocolos que as relações interpessoais exigem. Tomou mais um gole do café. “Piper, você definitivamente tem que parar de se sabotar a qualquer oportunidade que tem de o fazer. O que faz você pensar que vai fazer alguma besteira?” Franziu o cenho, tentando entender de onde vinha aquela insegurança, afinal, elas tinham ficado muito tempo sem se falar. “Tenho quase certeza de que ele estava falando sério e que só você não está enxergando seu verdadeiro potencial. Desculpa, mas é o que eu penso.”
Pensou ter captado certa tensão por parte de Liv, mas escolheu não analisar a amiga. Em vez disso, continuou com naturalidade, como se não tivessem questões a tratar, como se o mundo fosse fácil para as duas e pudessem curtir aquele relacionamento sem rótulo e regras tranquilamente, pelo menos por ora. Afinal, os últimos acontecimentos já foram turbulentos o suficiente. No quarto, sentada na cama, Jean tentou fazer um coque nos cabelos, mas eles caíram imediatamente. Sorriu com a fala de Livie, recostando seu corpo na cabeceira da cama. “Talvez, sim. Depende do que você fez dentro da banheira e no que pensava enquanto fazia.”
Livie virou a cabeça de modo a cravar os olhos azuis nos movimentos e reações da Liddiard, por fim, virando-se na cama de modo que ficasse de frente para ela à tempo de assistir à melhor amiga recostar seu corpo na cabeceira da cama. Apesar do sorriso incontido, a Russell não deixou de revirar os olhos. Abriu a boca uma vez e a fechou logo em seguida, desistindo da resposta mediata em que havia pensado assim que escutou as palavras da atriz. “Bom… Digamos que a minha mente embriagada me levou de volta para a noite mais próxima em que eu estava em estado semelhante… O fatídico dia em que eu bati o meu carro em um drive-thru. God, it was so fucking pathetic.” Liv riu com a expectativa criada sobre falar de outro acontecimento daquela mesma data.
O costumeiro café que Piper e Livie costumavam frequentar na época do colegial era uma das poucas coisas em Nova York que mantinha a ideia de normalidade para a Westwood, e ela precisava de alguns minutos daquilo. Pensou que para Livie, depois da morte do marido e tudo o mais, talvez não seria a pior das ideias também. A morena girava a colher em seu café, esperando-o esfriar enquanto ponderava sobre como entrar em um assunto com a amiga. “So, Max offered me a job.” Piper franziu a sobrancelha, forçando um sorriso. “That’s kind of ridiculous, right?” Não era uma pergunta retórica. A Westwood procurava uma confirmação de sua própria opinião, de que ela não poderia aceitar um emprego sobre o qual não tinha o mínimo conhecimento, e que a única razão pela qual ele havia sido oferecido, em primeiro lugar, havia sido pela lealdade de Max por ela.
Livie bebericou do mocha, seu pedido habitual em qualquer cafeteria possível, enquanto utilizava a outra mão para enviar uma mensagem ao seu editor chefe. Uma vez que planejava, depois de cumprir todos os prazos daquele mês, entregar seu crachá no RH e fazer qualquer outra coisa da vida que não demandasse tanta provação. Não tinha contado aquilo à quase ninguém, talvez por medo de estar se precipitando e ter que voltar atrás quando tivesse seu currículo recusado por outras revistas de renome. Era uma possibilidade. Ergueu o rosto ao escutar a voz de Piper, com as sobrancelhas erguidas e então um sorriso se formava em sua expressão. “Claro que não, não é ridículo! That sounds great!” Livie disse genuinamente feliz pela notícia. “Você tem um emprego e seu chefe não é o seu pai, para mim parece realmente ótimo. Tem pensado em aceitar?”
Considerava-se uma pessoa sensata, claro, sempre foi uma de suas melhores qualidades. Todavia, nos últimos tempos, com aquela crise existencial filha-da-puta. Livie vinha questionando suas próprias decisões no tocante à praticamente tudo na sua vida. E acabava por, não habitualmente, pedir por uma segunda opinião apenas para ter certeza de que não estava ficando louca, de que não estava se perdendo. Afinal, descobrir que você deveria ser uma pessoa completamente diferente e que nem seu próprio nome lhe pertence é um baque para qualquer pessoa. Mesmo para Liv Russell. E estar mantendo toda a situação debaixo do tapete porque não quer, mais uma vez, atrair holofotes para si - não por hora -, não impediu que pedisse conselhos para Aria Moirai, coincidentemente uma Relações Públicas e também uma amiga, sobre pelo menos um âmbito de sua vida. “Então… Agora que eu estou mais perto da graduação que nunca estive estudando alguns projetos e prioridades e talvez eu tenha decidido que a GQ não é o meu lugar. Você acha que isso é o meu subconsciente desistente ou que eu realmente deva tentar algo que seja realmente mais minha cara? Vogue… Interview… Harpers Baazar. Desculpa, sempre que a gente sai eu continuo te usando como RP, você deveria começar a cobrar, de verdade. Tell me your price.”
É muito raro que Liv Russell tenha algum tipo de intriga com alguém, muito disso graças ao fato de quase nunca levar as coisas para o lado pessoal. E mesmo quando leva, não deixa que isso transpareça. Podia contar nos dedos de uma única mãos - com certa folga - as coisas que despertaram qualquer forma de sentimento genuinamente negativo na jovem: 1) seu primeiro término; 2) sua briga com Piper, mas isso já foi superado; 3) Selena Carter e basicamente tudo o que diz respeito à ela. Por sempre relacionar Pandora à imagem daquela que um dia fora suia enteada, e por causa de sua desavença atemporal com Jean Liddiard, Livie podia afirmar com toda certeza que não gostava da Hamilton, mas se esforçava para manter o mais alto nível de civilidade - não tinha vergonha de admitir que por oportunismo, talvez, não sabia quando poderia precisar da designer. “Sinto muito… Posso te comprar um novo, se for o caso.” Desculpou-se, tentando controlar Ébano, um filhote de labrador preto que pertencia à Charles e estava sob cuidados dela enquanto os pais (adotivos) viajavam. E, porque o destino a odeia, o cachorro tinha pulado com as patas imundas justo em Pandora.
Franziu o cenho, tentando entender como aquilo funcionava. Apesar do estranhamento, por ser uma realidade diferente daquela com que estava acostumada, não fazia nenhum juízo de valores sobre o estilo de vida alheio. Na verdade, achava a excentricidade bastante interessante. “Deixa eu ver se entendi… Então você não tem um endereço fixo?” Perguntou enquanto colocava uma mecha de cabelo atrás da orelha, antes de tornar a apoiar o cotovelo sobre a superfície e o queixo em sua mão fechada. “Me conta mais, como isso funciona? Como você faz para abrir uma conta no banco, por exemplo? Receber correspondências.” Semicerrou os olhos para suas próprias colocações, posto que tudo aquilo podia ser feito por meio digital. “Nevermind, soei como se tivesse uns oitenta anos. Enfim, parece ser legal pra caralho. O mais próximo que cheguei disso foi uma Eurotrip, cada semana em um hostel diferente.”
WHEN something bothered me, i didn't talk with anyone about it. i thought it over all by myself, came to a conclusion, and took action alone. i thought that's just things are. human being, in the final analysis, have to survive on their own.